Foto tirada por mim
Ruínas do Velho Moínho
Parque do Caracol
Em Canela RS
Setembro/2011
O tempo, algumas vezes, pode parecer-nos excessivo. Noutras vezes,
parece-nos que é tão ínfimo...
Como bem dizia o filósofo: Há o tempo de plantar
e o tempo de colher. O tempo de chorar e o tempo de ser feliz.
Eu digo ainda: Há o tempo de fazer
e o tempo de esperar... O tempo de querer e o tempo de encerrar! O tempo das portas
abertas e o momento de fechá-las. O
tempo do tempo e o nosso próprio tempo. O tempo que passa inexoravelmente, como
um rio que não mais passará pelo mesmo lugar.
E algumas vezes achamos que
perdemos algo do nosso tempo com coisas ou pessoas. Mas não. O tempo parece-me,
nunca é perdido. Porque há lições na espera. Há cicatrizações de feridas. Há
bênçãos ou maldições na espera. Há ansiedade e lágrimas. Há sorrisos e
lembranças. Há esperanças e decisões. E finalmente, já que aquilo (ou aqueles)
por quem esperamos desprezou nossas lágrimas, nossas bênçãos, nossa vontade...
pode ser tempo de seguir em frente! E seguir em frente significa outro tempo. Novo
tempo. Ainda que relativamente. J*
(Ivete 27.12.2011)

