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domingo, novembro 13, 2011

Dos Sentimentos


foto tirada por mim
Gaspar SC outubro/2011



Como havia de falar do que não sinto?

Minha alma havia então de reclamar

Conto as dores e alegrias do momento

Sentimentos que me assolam, nunca minto!

(Ivete 15.04.2011)



quinta-feira, novembro 04, 2010

Disfarces

foto tirada por mim

As palavras, às vezes, parece que se escondem,
Guardando os sentimentos à salvo dos olhares alheios.
E embora os sentimentos se disfarcem junto com elas,
Permanecem latentes no fundo da alma.
Doçura e enlevo querendo aflorar,
até onde não há doces sentimentos,
mas contradição e loucura! (Ivete 18.10.2010)

                                                       Música: November Rain - Gun's Roses

quinta-feira, março 18, 2010

Tormentas

(foto tirada por mim: Fim de Tarde)
Tal qual a águia, no alto da montanha
Olho em volta à procura do infinito
Igual criança, que maltratada apanha
Minh’alma dilacera-se num grito!
***
E a alva da manhã me encontra ainda
Ungida de espera que não morre
Percebo, já quando a tarde finda
Que nada mais, minha esperança socorre!
***
Vem Zéfiro embalar-me, em cálida brisa
Tristeza,empurrada assim desliza,
Mas Eurus troveja sua sanha
E nova procela me arrebanha.
***
Logo vem a chuva das lamúrias(lágrimas)
Banhando suavemente minha alma
Mas quando penso que, enfim
Encontrei, a aguardada calma
Depressa Boreas sopra suas fúrias
Causando novamente frio em mim!
(Ivete kg.24.02.2010

quinta-feira, agosto 06, 2009

Expressar

foto tirada por mim- minhas flores
Às vezes quando elas vêm, as lembranças
E ficam entre o coração e a boca
O coração porque teima em não sentir
E a boca porque tenta se calar
Mas as palavras então fogem pelas mãos
Vão saindo, se chegando a tropel
E deslizam sentimentos no papel!
(Ivete -22.07.2009)
Música: Moxuara - À luz da escuridão

terça-feira, agosto 04, 2009

Seco

foto tirada por mim- flores da minha janela
Parece que não tem olhos
Parece que não tem nada
Diria que o sentimento
Perdeu-se num vão da estrada
Parece que agora é seco
Pedaço de chão sem água
Dali o céu esqueceu-se
Deixou o jardim sem regas
(Ivete -22.07.2009)

sábado, junho 13, 2009

Maria,Porta do Céu!

foto tirada por mim - na igreja de Ituporanga SC
Quando minha irmã morreu subitamente, há alguns anos atrás, aos vinte e dois anos, fiquei perdida num mar de sentimentos desencontrados e desolação. No entanto, centenas de vezes rezei ajoelhada diante de Nossa Senhora, com seu manto azul naquelas manhãs frias da minha terra, na grande igreja que acompanhou a maior parte da minha vida. Ali, aos pés da Virgem Mãe, de quem sempre fui muito devota, tantas vezes chorei a morte de entes queridos, pedi por solução para problemas com os quais não sabia lidar e agradeci o carinho que Ela sempre me dispensou, o consolo que me chegava daqueles olhos ternos e coração imenso. Um carinho real, com aconchego de colo de mãe. Depois vieram outros problemas e outros... Mudei da minha terrinha e fiquei perdida num mundo novo. Nem sei quantas vezes chorei de saudade, de desespero, de desilusões tantas... Ainda assim, foi n’Ela que sempre procurei consolo e sempre achei. Depois de alguns anos aprendi um mantra muito simples, que até hoje uso quando tudo fica escuro à minha volta e não consigo vislumbrar um caminho. Na realidade, é uma das frases do Terço dos Anjos que tomei como mantra: “Maria, Porta do céu, passa na frente”. Repito esta frase algumas vezes e na minha mente começa a se fazer luz e vou vendo os caminhos para o que preciso se abrir à minha frente. É claro que as orações para ser atendidas, devem ser usadas para o bem, para as necessidades reais e rezadas com fé... Depois que percebo que as luzes começam a brilhar na minha mente, rezo uma Ave Maria e um Santo Anjo, já agradecendo a atenção que sei que estão a me dispensar...
Ave Maria :

sábado, abril 25, 2009

Contradições

foto tirada por mim
E então desacreditou de si própria e parou tudo o que vinha fazendo. Achou-se ridícula ao olhar-se no espelho: o rosto, o olhar, o corpo... Nada condizia com a imagem que um dia fizera de si! Já não estava ali, uma pessoa que pensara conhecer, mas isto fora noutros tempos, quem sabe até, noutras vidas. Porque também achou ridícula a voz que lhe saía, as palavras que escrevia os carinhos que dava os sorrisos que sorria. Tudo agora era ridículo! Resquícios, sobras que a cada dia mais desdenhava. E chorou! E calou o choro! E emudeceu de tudo. E só não dormiu eternamente porque não lhe chegara à hora e não seria ela a fazê-la. Haveria ainda uma chance de mudança? À hora de tudo parecia já ter passado, apesar, de no seu espírito ainda sentir-se moça. O que fazer daquele corpo, daquele rosto, daquele eu, que já não se parecia em nada com ela?