quinta-feira, dezembro 29, 2011

Elas outra vez



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Estou precisando de palavras novas
Os aforismos já me põem às provas
Mas não se encontra palavras à venda
É preciso que quem fala entenda

E quem lê, também precisa entender
Que o pensamento que nos vai à alma
Debruçados na janela, em manhãs de calma
É muito mais do que se vai dizer!

Pois as palavras sempre parecem poucas
Pra descrever as coisas muito loucas
Pensamentos lindos, outra vez sombrios
A deslizar como se fossem rios

Rios pardacentos, ou de águas claras
Vão rebrilhando como as jóias raras
Dançando, correndo e as águas levando
Mas tantas vezes, nas pedras resvalando

Assim é a vida de todo vivente
Para o que crê e também o descrente
Se palavra não há que o possa traduzir
Às  tempestades deixa-se sucumbir. ( Ivete -2011)
  

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