quinta-feira, abril 17, 2008

VENCIDA!

Enquanto os lutadores escrevem a sua expectativa de mudanças, a sua busca de conscientização do ser humano, a necessidade da luta...Eu fico aqui. Entrando em mim! Até gostaria de também ter outras ferramentas, ser forte! Lutadora! Pensadora mais além! Buscando gritar , denunciar as injustiças, a falta de fraternidade! Mas, só consigo escrever do que me vai na alma. Só consigo sentir o que eu sinto, o que eu vivo. Não sei sentir sem ter vivido. Só aprendo com os sofrimentos dos outros, a me reservar. A não correr os mesmos riscos. Tenho medo. Sou covarde. Sem buscar já sofri tanto... Fecho-me em mim mesma. Fujo! Não quero lutar, mas a vida não me convida: Me arrasta, me leva de rolo. E eu vou. Reagindo, chorando, tentando escapar, mas ela não me dá trégua. Me faz viver o que não quero. Nunca me deu o que eu pedi. ”Se tenho medo... Me sobrevém. Se fujo... Me persegue!”. Enfim paro e me entrego vencida. Ela me acorda, me faz reagir, me obriga a caminhar. Torno-me forte na fraqueza. Rujo como o leão ferido! Corro com pernas doloridas. Luto as lutas que não busquei. Presenteiam-me com ataduras, com pesadas algemas. Preciso fazer delas a roupa que me cobre, transformá-la em algo mais belo aos olhos que a vêem. As algemas, disfarço-as de belos braceletes. E vou vivendo...Mas ninguém olha nos meus olhos e descobre a minha alma. Ela está sempre fluindo, esperando que alguém lhe preste atenção mandando todos os tipos de S.O.S...Que ninguém jamais encontra! Sinto-me em criança. Lá já existiam algumas algemas...Que até hoje não foram abertas!
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