quarta-feira, novembro 01, 2006

ORAR!

Ontem rezei como há muito não fazia... Sentia uma dor, um vazio, algo inexplicável! A necessidade de colocar os joelhos no chão e desfiar o terço era a única certeza que eu tinha... Todos os meus sonhos, todas as minhas expectativas, todas as minhas esperanças pareciam fora de cenário... Parecia que eu realmente jamais iria encontrar minha “vocação”. Algo em mim dizia que eu precisava orar profundamente. Para isso eu nascera... Então atendi ao apelo insistente... Preparei uma vela de sete dias, um santinho do “Sagrado Coração de Jesus”, um tapete para ajoelhar-me e meu inseparável terço de contas de madeira... Ajoelhei-me no silêncio do meu quarto, acendi a vela e tomei o terço nas mãos trêmulas. Emocionada me pus a recitar os “Mistérios Dolorosos” e professei profundamente a minha fé. As lágrimas logo se fizeram presentes e o coração começou a transbordar. Rostos amigos, dificuldades de parentes e pessoas queridas começaram a desfilar em meus pensamentos... Fui elevando á Deus, através daquela imagem do “Sagrado Coração” que me fitava com seus olhos límpidos e profundos, a dor de cada pessoa que me vinha ao coração... Sei que não conheço as necessidades, dores e problemas de cada um, mas sei que Deus conhece... Foi nas mãos desse Deus de ternura e misericórdia que coloquei a todos. Com a mesma fé da mulher que sofria de hemorragia e tocou nas vestes de Jesus pelas suas costas para se curar, procurei toca-lo para partilhar da sua energia de cura. Com a mesma insistência daquela que pediu a Jesus “das migalhas que caiam debaixo de sua mesa”, acreditei que ainda que recebêssemos migalhas da Sua Misericórdia, por não merecermos mais que isso, conseguiríamos “endireitar” nossas vidas e por essass migalhas implorei. Com a mesma esperança do homem que pediu a Jesus que curasse seu servo com uma palavra, pedi a Ele que tocasse as vidas dos que amo, mesmo á distância. E que todo o restante das Ave-Marias, que meu coração não sentiu necessidade de oferecer á alguém especial, fossem usadas da maneira que Ele quisesse, para necessidades de pessoas que eu não conheço pelo mundo afora, de necessidades tão maiores e mais duras que as nossas... Levantei-me dali com “a alma lavada e renovada de esperanças”... Sei que como sempre, vou fraquejar novamente, daqui a pouco. No entanto nesse momento sei que Deus está agindo também se utilizando dessas “gotinhas de luz” que eu derramei no universo, em cada Ave-Maria recitada com meus lábios e meu coração... Se a minha vocação na vida é rezar, que Deus me dê forças para isso!
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